
Eu sempre precisei da intensidade, ela sempre foi parte de mim. Não sei ser parcial, nunca consigo atingir o total equilíbrio. Quando eu amo, eu amo muito, com todas as minhas forças, com toda a minha intensidade. Tenho uma necessidade desesperada de aproveitar cada segundo com você, e fico pedindo pro tempo parar de passar. Porque amanhã eu não sei como vai ser, mas sei que não vai ser assim, e se agora é do jeito que é, então eu quero extrair o máximo disso, respirar cada segundo. Porque o tempo passa, e passa rápido, puxando o agora pra trás e empurrando coisas novas, com as quais teremos que aprender a conviver, querendo ou não. E aí vem o medo da mudança e da não-adaptação (e claro, um certo pessimismo, como não podia deixar de ser, tratando-se de mim). E antes que mude, antes que o tempo empurre esse momento pra trás, eu quero viver intensamente, eu quero não dormir. Eu queria entrar num acordo com o tempo, pedir pra ele só passar depois que eu conseguisse captar e sentir tudo o que eu tivesse direito de sentir. Quem me dera se ele esperasse. Seria muito? Por que é que a gente deixa passar?
Eu quero me lembrar de todos os dias que eu passei do seu lado, e por isso eu tento realmente vivê-los. Eu quero viver o amanhã, e todos os segundos, todas as horas que o tempo tem pra me oferecer do seu lado, com a minha intensidade, que não é boa nem ruim, é só minha, eu quero o tempo certo para sentir todas as coisas boas do mundo, e se você é a causa de grande parte dessas coisas boas que eu sinto, é você quem tem que aprender a conviver com a minha forma intensa e desequilibrada de amar você.